O câncer de mama é o segundo câncer mais diagnosticado em todo o mundo, incluindo países de baixa e média renda. Aproximadamente 230.480 mulheres americanas são diagnosticadas com câncer de mama anualmente, e 39.520 mulheres morrem dessa doença. As estatísticas globais de câncer mostram que o câncer de mama é o câncer diagnosticado com mais freqüência e a principal causa de morte por câncer entre as mulheres, representando 23% do total de casos de câncer e 14% das mortes por câncer. Agora, o câncer de mama também é a principal causa de morte por câncer entre mulheres nos países em desenvolvimento econômico.

Apesar do aumento das taxas de incidência, as taxas anuais de mortalidade por câncer de mama diminuíram na última década (1,9% ao ano de 2008 a 2012). O declínio da mortalidade pode ser atribuído principalmente ao impacto da mamografia de rastreamento, que permite o diagnóstico em um estágio inicial da doença.

No Brasil, estima-se que a incidência anual de câncer de mama seja de 59.700 casos novos, sendo que 20% desses corresponde ao tipo HER 2 positivo (12.000 caso). 80% dos pacientes com câncer de mama, em torno de 9.600 pacientes, são tratados gratuitamente no SUS.

O que é um câncer tipo HER 2 positivo

O câncer de mama é categorizado em três subtipos principais relacionados a presença ou ausência de marcadores moleculares para receptores de estrogênio ou progesterona e fator de crescimento epidérmico humano 2 (HER2):

- HER2 negativo (70-80% dos pacientes)

- HER2 positivo (15-20%)

- Triplo-negativo (tumores sem os três marcadores moleculares padrão; 13% -15%).

 

Os pacientes que superexpressam receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2) se beneficiaam da terapia dirigida por HER2. Essa superexpressão de HER2 é detectada por um exame chamado teste de FISH.

No Brasil estima-se que a incidência anual de câncer de mama seja de 59.700 novos sendo que, 20% correspondendo ao tipo HER2 positivo (12.000 casos/ano). 80% desses pacientes são tratados no SUS, ou seja, em torno de 9.600 pacientes.

 

Sintomas

Na doença metastática os sintomas vão depender dos órgãos envolvidos, sendo mais comum o acometimento dos ossos causando dores, do fígado (dor abdominal, náusea, icterícia) e pulmões (por exemplo, falta de respiração ou tosse). Até 15% das mulheres são diagnosticadas com câncer de mama devido à presença de uma massa mamária que não é detectada na mamografia e outros 30% apresentam massa mamária no intervalo entre as mamografias.

Quais são os exames para diagnóstico de câncer de mama:

- Palpação e inspeção da mama

- Mamografia: nesse caso, o achado clássico é a presença de massa ou densidade de tecidos moles e microcalcificações agrupadas ou massa espiculada de alta densidade.

As mamografias são categorizadas pela avaliação BI-RADS (Sistema de Relatórios e Imagens de Mama) do Colégio Americano de Radiologia, que indicam a probabilidade relativa de uma normal, benigna ou maligna diagnóstico.

- O ultrassom mamário pode ser usado para diferenciar massas sólidas e císticas e além disso pode ajudar a detectar linfonodos suspeitos de metástases axilares. O ultrassom fornece orientação para procedimentos intervencionistas de áreas suspeitas na mama ou axila. 

- A ressonância magnética (RM) é normalmente usada para rastreamento de mulheres com alto risco de câncer de mama

- Biópsia: que vai determinar definitivamente o tipo histológico quando há a suspeita de malignidade. O diagnóstico de câncer de mama é definido pela presença de células epiteliais malignas

Quais são os tipos histológicos mais comuns:

Carcinoma ductal infiltrativo - Os carcinomas ductais infiltrados são o tipo mais comum de câncer de mama invasivo, representando 70 a 80% das lesões invasivas.

- Carcinoma lobular infiltrativo - Os carcinomas lobulares infiltrantes compreendem cerca de 8% dos cânceres de mama invasivos. 

- Carcinoma ductal / lobular misto - compreendem 7% dos cânceres de mama invasivos.

- Outros tipos: carcinomas metaplásicos, mucinosos, tubulares, medulares e papilares. Juntos, eles representam menos de 5% dos cânceres invasivos.

 

Sinais

A maioria dos pacientes inicia uma investigação de câncer de mama devido a uma mamografia de rotina anormal mostrando uma massa ou nódulo. A massa mamária clássica é uma lesão dura, imóvel e dominante, com bordas irregulares, mas essa massa não quer dizer que o tumor seja benigno ou maligno. Esse nódulo ou massa benigna pode ser sólida ou cística, enquanto uma massa maligna é tipicamente sólida. A avaliação de uma massa mamária palpável requer uma abordagem sistemática da história, exame físico e estudos de imagem radiográfica para garantir um diagnóstico correto.

Quando a doença se apresenta localmente avançada já podemos observar gânglios aumentados na axila ou a pele do seio apresentar vermelhidão, espessamento ou ondulação da pele subjacente com aspecto de casca de laranja sugerindo uma inflamação.

 

Tratamento

Os resultados dos testes podem prever os benefícios da terapia anti-HER2 através da pontuação imuno-histoquímica (IHC) ou a hibridação in situ por fluorescência (FISH). A expressão do HER2 também é um preditor de benefício para outros tratamentos para câncer de mama local e avançado, incluindo quimioterapia e terapia endócrina. No entanto, a grande maioria desses estudos foi realizada antes do desenvolvimento de medicamentos eficazes e direcionados anti-HER2 para câncer de mama precoce.

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