foto aerea santa cruz 2019O Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde (CIBS) será o maior centro de processamento final de vacinas e produtos biológicos da América Latina. A iniciativa, que será instalada no bairro de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, vai reforçar a capacidade de resposta do país a emergências sanitárias, além de contribuir de forma significativa nas políticas de saúde pública no Brasil e no contexto internacional.

A construção do CIBS permitirá o aumento da produção estimada média de Bio-Manguinhos/Fiocruz para 120 milhões de frascos de vacinas e biofármacos por ano, além de ampliar a capacidade do país de desenvolver, absorver e escalar novas tecnologias. Qualificado no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal, e integrado ao plano de investimentos do Novo PAC, o CIBS está alinhado à Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS).

 

O novo Complexo de Bio-Manguinhos representará um marco no Estado da Arte em área produtiva da biotecnologia em saúde no mundo, o projeto segue as principais tendências regulatórias mundiais (Anvisa, OMS, EMEA e FDA) para garantir a possibilidade de atuação também no mercado internacional. Estas características deverão gerar melhorias logísticas no processo de produção, garantindo a qualidade do produto e consequentemente a segurança aos pacientes.

Entre os principais objetivos está a ampliação ao acesso de produtos de alto valor agregado para a população bem como a regulação dos preços com o aumento da oferta de produtos. A atuação de Bio-Manguinhos nestes mercados — como o de anticorpos monoclonais para uso oncológico e doenças raras, autoimunes, degenerativas infecciosas, vacinas terapêuticas, entre outros — aumenta as possibilidades de estabelecimento de parcerias para desenvolvimento tecnológico e transferências de tecnologia, e a competitividade do Brasil no setor de biotecnologia.

Para garantir maior segurança jurídica e previsibilidade para a Administração Pública e para o mercado, optou-se pela adoção do modelo de construção e operação de Parceria Público-Privada (PPP) para o CIBS. A adoção do modelo de PPP garante à Bio-Manguinhos a manutenção total do controle estratégico do empreendimento, a soberania sobre a definição do portfólio de produtos e a responsabilidade técnica e regulatória perante os órgãos competentes.

 

Números do projeto

Área total do terreno: 580 mil m²
Capacidade produtiva estimada (ano): 120 milhões de frascos
Postos de trabalho estimados (quando estiver em operação): 1.500 diretos
Valor de investimento estimado: R$ 6 bilhões

 

cibs atual 1 24Instalações 

As plataformas tecnológicas foram projetadas para ser flexíveis e adaptáveis, permitindo ampliar as linhas de produtos existentes e incluir novos. Além das edificações voltadas para a produção, haverá construções para áreas administrativas, qualidade, apoio, restaurante, auditório, salas de reunião e treinamento. As atividades e processos serão executados em diferentes prédios para facilitar o start up e garantir fluxos corretos de pessoal e material, reduzindo o risco de contaminação cruzada. Os materiais serão recebidos e amostrados em almoxarifado controlado de acordo com as Boas Práticas de Fabricação (BPF), analisados pelo Controle de Qualidade e então estocados, paletizados, fracionados (se necessário) e transferidos para as áreas de produção. 

 

 

campus santa cruz plantio arvores projeto verde

O CIBS é um empreendimento sustentável. A concepção e desenvolvimento do projeto foi norteada a partir dos requisitos para obtenção da certificação verde LEED (Liderança em Energia e Design Ambiental), o sistema de classificação de edifícios verdes mais utilizado no mundo. O LEED forneceu a estrutura para criar um projeto com edifícios verdes saudáveis, altamente eficientes e econômicos. O LEED BD + C (Leaderchip in einviromental and energy for building design and construction), referência para novas construções, é a metodologia utilizada para tornar este empreendimento um exemplo em sustentabilidade. Na iluminação externa lâmpadas tipo LED de baixa emissão de calor alimentadas por fonte de energia gerada a partir de painéis solares e reservatórios para acumulação de água da chuva captada dos telhados para utilização em usos específicos. Um cinturão verde de mata nativa contornará o terreno buscando amenizar os impactos ambientais gerados pela implantação do empreendimento, absorvendo carbono e incentivando a biodiversidade local.

Para autorizar a supressão da vegetação do terreno (foram suprimidas cerca de 7 mil árvores), foi determinado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC) uma Medida Compensatória com o plantio de 30 mil árvores, realizada por Bio-Manguinhos com o plantio de espécies nativas da Mata Atlântica.

Para atender os requisitos que darão a certificação verde LEED diversas ações já estão em curso, tais como: aquisição de 10% de materiais incorporados em definitivo com conteúdo reciclado e 20% de materiais extraídos e fabricados em um raio de 800 km do projeto; busca por fornecedores de madeira no mercado com licença FSC (Forest Stewardship Council); declarações ambientais dos produtos adquiridos; treinamento ambiental dos colaboradores, dentre outras. Outra medida visando minimizar o impacto no meio ambiente foi a implantação de uma estação de tratamento de efluentes que propicia zero descarte para o corpo receptor, e o lodo após compactado e desidratado, no futuro poderá ser utilizado externamente como adubo ou fertilizante. 

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