idoso-medicoAutoridades em saúde recomendam precaução na hora de vacinar pessoas com mais de 60 anos contra a febre amarela. A Fiocruz está investigando a suspeita de que a doença tenha sido a causa da morte um homem que foi vacinado. O homem tinha 69 anos e morava numa área de mata fechada em Silva Jardim, a pouco mais de 100 km do Rio.

Um exame feito pela Secretaria de Saúde do município deu positivo para febre amarela no sangue dele, mas a morte ainda é considerada suspeita. Ele foi vacinado no posto da cidade no dia 19 de março. No dia seguinte, procurou atendimento médico com febre e mal-estar. Internado, morreu na quinta-feira (30). 

A Fundação Oswaldo Cruz está fazendo exames genéticos, que são mais elaborados, para descobrir se ele morreu por causa da febre amarela, por uma reação à vacina, ou até por outras doenças como a leptospirose, por exemplo.

O município de Silva Jardim é vizinho a Casimiro de Abreu, onde já foram registrados sete casos de febre amarela, com uma morte.

As autoridades de saúde alertam que não há contraindicação para a vacinação de febre amarela em pessoas com mais de 60 anos. O que deve haver é, sim, uma precaução, que leve em conta, por exemplo, o lugar onde pessoas com essa idade vivem e o risco que elas têm de pegar a doença.

Para Reinaldo Martins, consultor científico da Fiocruz, pessoas com mais de 60 anos, que vivem perto de matas, ou em áreas onde houve casos de febre amarela devem ser vacinadas. Mas para pessoas dessa faixa etária que moram em áreas sem registros, o mais indicado é não tomar a vacina.

 

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Veja a reportagem completa de Ari Peixoto aqui.

 

É que para quem tem mais de 60 anos, aumentam as chances de reação à vacina, com sintomas semelhantes aos da febre amarela. Mesmo sendo raro, um caso para cada 300 mil doses da vacina, o consultor da Fiocruz diz que é preciso um acompanhamento maior nos idosos vacinados.

“Quando o idoso é vacinado, que se dê uma atenção maior a essa pessoa nos primeiros sete dias após a vacinação e, se possível, até mesmo durante um mês após a vacinação. Além disso, o idoso tem outras coisas que podem diminuir um pouco a resposta imune e tornar o idoso mais vulnerável aos eventos adversos”, disse Martins.

No Rio, a prefeitura está exigindo um atestado médico para vacinar pessoas com mais de 60 anos. Foi o que fez o Luís. “Não vou viajar para nenhuma área de risco, é só prevenção”.

Já o Francisco foi mais cauteloso. “Não pretendo, a não ser que meu médico indique que eu precise ou que eu vá para uma área que exija que eu tenha comprovante da vacinação”, disse Francisco Freund, de 69 anos.

 

Fonte: Jornal Nacional