A decisão pela greve aconteceu após deliberação em assembleia dos trabalhadores da Fiocruz recusar a proposta do Governo Federal de reajustar o salário em 21,3% parceladamente em quatro anos.

A proposta go governo também já havia sido recusada das discussões do Fórum dos Servidores Públicos Federais, onde os sindicatos da categoria discutem a pauta geral do movimento unificado e no qual a ASFOC-SN tem assento.

 

As reivindicações

As propostas apresentadas ao governo desde o início do ano e reivindicadas pelos servidores são: política salarial permanente com correção das distorções e reposição das inflacionárias; índice linear de 27,3%; data-base; isonomia da cesta de benefícios; paridade salarial entre ativos e aposentados; aprovação imediata dos projetos de interesse dos servidores; retirada dos projetos do Congresso Nacional que atacam os direitos dos trabalhadores; direito de negociação coletiva (Convenção 151, da OIT).

 

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Servidores lotaram a assembleia extraordinária realizada no último
dia 23. Imagem: Asfoc


Durante o período da greve, diversos atos foram promovidos, como panfletagem, piquetes na portaria principal da Fundação, doação de sangue no Hemorio (no dia 30 de julho), debates e uma ida à Brasília, no dia 23, para cobrar uma resposta do governo. Na última sexta-feira (31/7), mesmo com os trabalhadores em greve, houve uma assembleia extraordinária em que a Asfoc-SN apresentou o estudo do índice alternativo elaborado pelo  Fórum dos Servidores Públicos Federais.


Confira aqui a Agenda de Atividades.

 

Presidência busca alternativas

A Presidência da Fiocruz, em reunião com o secretário de Relações do Trabalho (SRT/MPOG), Sergio Mendonça, dia 30, insistiu na necessidade de avanços nos pontos da pauta específicos apresentados pelo sindicato da instituição para que seja possível seguir nas negociações em direção a um acordo. Em especial, foram analisados e discutidos os impactos orçamentários e a viabilidade política de temas apresentados pela Asfoc-SN no que tange ao aprimoramento da carreira.

 

Jornalista: Rodrigo Pereira

 

 

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