A diretora de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Rosane Cuber, participou, nesta terça-feira (31/3), de um painel sobre o futuro da produção de imunizantes no World Vaccine Congress (Congresso Mundial de Vacinas), em Washington, EUA. Cuber debateu sobre como produzir regionalmente e de maneira sustentável.
“No momento, nossa atenção está voltada para a erosão da solidariedade global, que ressalta a importância da autossuficiência regional e sub-regional para a inovação e a produção farmacêutica”, afirmou a diretora. Cuber ressaltou, ainda, a necessidade de se construir a base tecnológica essencial para sustentar a produção local: “Um grande obstáculo ainda é o acesso e a liberdade de operação com o conhecimento e as tecnologias protegidas por monopólios de propriedade intelectual. Precisamos de vontade política, uma nova arquitetura de financiamento internacional e um ambiente mais colaborativo, além de um compromisso com o acesso equitativo”.
Realizado desde 2000, o World Vaccine Congress é o maior evento do mundo para discussão de desenvolvimento e produção de vacinas. Anualmente o congresso reúne pesquisadores, representantes de governos, institução não-governamentais e de empresas para debater inovação no setor.
A diretora de Bio-Manguinhos/Fiocruz participou do painel ‘Resiliente, sustentável e descentralizada: o futuro da produção global de vacinas’. “Para nós, que somos uma entidade pública, sem fins lucrativos, sustentabilidade significa proporcionar acesso a vacinas estratégicas, ou seja, manter o fornecimento a baixo custo e realizar os investimentos necessários para incorporar novas tecnologias e produtos, de modo que o Ministério da Saúde possa continuar sustentando um dos programas de imunização mais bem-sucedidos do mundo”, finalizou Cuber.
Jornalista: Daniela Rangel
Imagem: Divulgação Ascom Bio

