No atual cenário epidemiológico global, o acesso a tecnologias de diagnóstico precisas e acessíveis é um dos pilares para o enfrentamento de doenças infecciosas e crônicas. Reconhecendo esse desafio e buscando fortalecer o desenvolvimento e a aplicação de tecnologias de diagnóstico na América Latina, a Fiocruz, por meio da Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS), em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid) e a Fundação Estatal Saúde, Infância e Bem-Estar Social (CSAI), do Ministério da Saúde da Espanha, uniu esforços para a realização de um curso híbrido inédito voltado para 30 profissionais de 16 países desta região, de diversas áreas.
Intitulado "Desenvolvimento e Produção de Kits Diagnósticos: da Pesquisa à Aplicação na América Latina", o programa tem a coordenação técnica da pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Marilda Agudo Mendonça Teixeira de Siqueira, e do vice-diretor de Reativos para Diagnóstico de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Antonio Gomes Pinto Ferreira. Para ele, a iniciativa representa a possibilidade de ampliação de diálogo e parceria com outras instituições:
"Este curso é uma oportunidade ímpar para Bio-Manguinhos dialogar diretamente com pesquisadores e profissionais de outros países da América Latina. Mais do que transferir conhecimento, estamos construindo uma rede de colaboração. Essa interação abre portas para futuras parcerias com instituições de pesquisa e saúde pública de toda a região, permitindo que possamos, juntos, desenvolver soluções mais adequadas às nossas realidades epidemiológicas e fortalecer a produção regional de insumos estratégicos para a saúde, enfatizou".
O programa teve início no dia 2 de março e encerrará suas atividades no dia 27 de maio, contando ainda, com a participação de docentes da Fiocruz nas atividades. O ponto alto da capacitação será nos dias 26 e 27 de maio, com o módulo presencial em Bio-Manguinhos, que inclui um seminário e visitas técnicas às unidades de desenvolvimento e produção do Instituto. Este encerramento marcará, não só a conclusão do curso, mas também o fortalecimento dos laços de cooperação Sul-Sul em prol da saúde pública nas Américas, e um passo na consolidação de um bloco coeso e integrado, com capacidade de resposta aos diversos desafios epidemiológicos da região.
Jornalista: Helouise Costa
Imagem: André Rocha

