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Em outubro de 2003, Bio-Manguinhos e a empresa GlaxoSmithKline assinaram um acordo de transferência de tecnologia da vacina sarampo, caxumba e rubéola (chamada Tríplice Viral), até então o único imunobiológico presente no calendário básico de vacinação ainda importado pelo Ministério da Saúde. A partir de 2004, foi iniciada a assimilação da tecnologia e a produção da vacina. Ao final do processo de transferência de tecnologia, a vacina será totalmente produzida no Brasil, demonstrando o papel crucial do Instituto em relação à autossuficiência nacional neste setor.
A vacina sarampo, caxumba e rubéola atende aos requisitos da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a fabricação de substâncias biológicas. Os ingredientes ativos da vacina trivalente são os vírus vivos atenuados do sarampo (cepa Schwarz), da rubéola (cepa Wistar RA27/3) e da caxumba (cepa RIT 4385 derivada da cepa Jeryl-Lynn). Os bulks (concentrados) monovalentes de rubéola, sarampo e caxumba são misturados juntamente com volumes apropriados de meios de diluição e estabilizadores. A vacina trivalente é, então, envasada em recipientes e liofilizada. Os substratos de células usados são fibroblastos de embriões de galinha (CEF) para multiplicação dos vírus do Sarampo e da Caxumba e células diplóides humanas MRC5 para o vírus da Rubéola. A cepa de caxumba utilizada na vacina é a mais aperfeiçoada do mundo, além de ser a indicada pelo Ministério da Saúde para utilização no Programa Nacional de Imunizações, pois apresenta menor reatogenicidade (eventos adversos).
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