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Estudo clínico de febre amarela tem fase de captação concluída

vacinacao febreamarela frasco seringa 100x100Mais um estudo clínico de Bio-Manguinhos finalizou a fase de captação de participantes. A Assessoria Clínica (Asclin) está coordenando o “Estudo de imunidade contra a febre amarela após uma dose da vacina em crianças e adultos: estudo de coorte em área não endêmica” desde julho de 2016. Após captar 4.761 participantes, moradores de Alhandra, Caaporã e Conde, municípios do estado da Paraíba, o Instituto promoverá um evento dias 4, 5 e 6 de julho, na Universidade Federal da Paraíba (UFPb), que é a proponente do estudo, junto aos parceiros que apoiaram o estudo para mostrar os resultados até aqui.

Representando a Fiocruz, estão o diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, a coordenadora da Asclin, Maria de Lourdes Maia, o pesquisador do Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), Luiz Antônio Camacho, e o pesquisador do Instituto Nacional de Infectologia (INI), José Cerbino. Foram confirmadas as presenças de Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI/MS), Felipe Bonifácio, da Coordenação de Pesquisa Clínica (Copec/Decit/MS) e Karla Gram, da Rede Fiocruz de Pesquisa Clínica (RFPC).

A comitiva vai agradecer pelas parcerias que tornaram essa pesquisa possível, principalmente pela colaboração dos 71 profissionais envolvidos diretamente na pesquisa. O grupo colaborativo é composto pelas Secretaria Estadual de Saúde da Paraíba e secretarias municipais de saúde de Alhandra, Caaporã e Conde, Laboratório Central de Saúde Pública Dra Telma Lobo (Lacen/Pb), Laboratório de Tecnologia Virológica (Latev/Bio-Manguinhos) e Laboratório de Flavivírus (IOC/Fiocruz).

 

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Os participantes serão avaliados em seis tempos diferentes: imediatamente
antes da vacinação, 30-45 dias, 1 ano, 4 anos, 7 anos e 10 anos após a
vacinação. Imagem: Divulgação

 

No dia 4 de julho, haverá uma reunião da comitiva com o investigador principal do estudo e diretor do Centro de Ciências Médicas (CCM/UFPB), Eduardo Sérgio Moura Souza. Em seguida, a reunião será com a secretária Estadual de Saúde da Paraíba, Claudia Veras. No dia 5, será apresentada a avaliação do estudo no auditório do CCM para toda a equipe envolvida, além do planejamento para os próximos anos. Na ocasião, a comitiva terá uma reunião com a reitora da UFPB, Margareth Formiga Diniz. E, no dia 6, acontecerão os encontros com os parceiros de cada município para discutir o planejamento do estudo para os próximos anos.

Esta pesquisa clínica visa avaliar a evolução da resposta imunológica em crianças e adultos não vacinados para febre amarela e que receberão a primeira dose de vacina de febre amarela 17DD e serão acompanhados pelo período de 10 anos. Este é um estudo de fase IV, em coorte não controlada, composto por dois grupos: a primeira faixa etária compreende crianças de 9 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias (total de 2.756 vacinados), e a segunda faixa etária de adultos entre 18 e 50 anos (2.005 vacinados). Os participantes serão avaliados em seis tempos diferentes: imediatamente antes da vacinação, 30-45 dias, 1 ano, 4 anos, 7 anos e 10 anos após a vacinação.

“O estudo que realizamos agora é de suma importância para confirmarmos a duração da imunidade da vacina de febre amarela, informação estratégica para a OMS e o Ministério da Saúde para tomada de decisões futuras. Foi baseado em um estudo nosso que a OMS e o MS recomendaram e autorizaram o fracionamento das doses para atender áreas mais populosas que se tornaram endêmicas e precisavam ser vacinadas em um curto espaço de tempo. Contamos com uma rede de parceiros e esse relacionamento só fortalece nossa missão com a saúde pública brasileira”, afirmou Maurício Zuma.

 

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Carla Domingues elogiou o compromisso da SES em manter as portas abertas para
a pesquisa ser realizada e reconheceu o papel importante que a pasta desenvolve
também com relação ao monitoramento da cobertura vacinal. Imagem: Roberto Lima

 

O estudo estará em andamento até 2027, ou seja, a parceria continua. “Nossa intenção com esse evento é fortalecer nossas relações com todas as esferas de governo, além de outras instituições e até unidades da Fiocruz envolvidas nesse projeto. Alinhar os próximos passos é fundamental para alcançarmos resultados exitosos e, não menos importante, agradecer aos participantes dessa pesquisa”, destacou Maria de Lourdes Maia.

Com esse estudo, foi possível realizar a instalação do núcleo de pesquisa clínica no CCM da UFPB, instalação do núcleo de pesquisa clínica no Hospital Universitário Lauro Wanderley (ULW); estruturação de dois novos estudos clínicos no HULW (Heberprot e Usabilidade do kit de HIV); além do treinamento dos profissionais envolvidos que, até então, não tinham experiência com pesquisas clínicas.

“Os técnicos do HULW foram treinados em monitoria para atuar em pesquisa clínica; houve treinamentos da equipe de campo em Boas Práticas Clínicas (BPC); capacitações para a Vigilância de Eventos Adversos pós-vacinação para técnicos das regionais de saúde da Paraíba; e treinamento em rede de frio para técnicos das unidades de saúde envolvidas no estudo. Considero esse conhecimento um ganho para o SUS e que foi motivado pelo estudo da febre amarela”, concluiu a coordenadora da Asclin.

 

Jornalista: Gabriella Ponte

 

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