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Campus Santa Cruz (RJ)

santa-cruzBio-Manguinhos está se expandindo e vai operar uma nova planta no Distrito Industrial de Santa Cruz, no Rio de Janeiro: o Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde (CIBS). Com o objetivo de ampliar a oferta de vacinas e biofármacos para os programas públicos de saúde, o novo campus CIBS abrigará o Novo Centro de Processamento Final (NCPFI), assim como áreas dedicadas à garantia e controle da qualidade e outras necessárias à plena operação do complexo.

O Novo Centro de Processamento Final (NCPFI) de Bio-Manguinhos estará entre um dos mais modernos centros de biotecnologia do mundo e foi concebido a partir do que há de mais avançado em tecnologia para áreas produtivas de imunobiológicos, seguindo as principais tendências regulatórias mundiais (ANVISA, OMS, EMEA e FDA) de forma a garantir a possibilidade de atuação no mercado internacional. Estas características praticamente eliminam os riscos à qualidade do produto e consequentemente aos pacientes.

O objetivo é dar ainda mais acesso à população a produtos de alta qualidade, regulando preços. A entrada da Fiocruz em mercados hoje controlados por empresas multinacionais — como o de anticorpos monoclonais para uso oncológico e doenças raras, autoimunes, degenerativas infecciosas, vacinas terapêuticas, entre outros — aumenta as possibilidades de estabelecimento de parcerias para desenvolvimento tecnológico e transferências de tecnologia, e a competitividade do Brasil no setor de biotecnologia.

A construção do novo centro se constitui em um apoio decisivo à ampliação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), e um marco nas iniciativas estratégicas do Ministério da Saúde. 

 

santacruz-aerea-2016Área e Localização

São cerca de 216 mil m² de edificações a serem construídos em um terreno de 580 mil m². Santa Cruz é um extenso e populoso bairro da zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, distante 66 quilômetros do Centro. Segundo dados do Censo Demográfico de 2010, a região tem uma população estimada em 217 mil habitantes.

Em 1975, foi inaugurada a Zona Industrial de Santa Cruz, na divisa entre o município do Rio de Janeiro e Itaguaí. Lá, estão instaladas importantes indústrias, como: Rolls-Royce Energy, Casa da Moeda do Brasil, Cosigua (Grupo Gerdau), White Martins, Glasurit (Grupo Basf), Linde, Latasa e Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) são as mais conhecidas. A inauguração do Porto de Itaguaí, em 1982, foi outro estímulo relevante ao desenvolvimento local. Não à toa, Bio-Manguinhos escolheu o terreno na região, após analisar diversas outras, inclusive em cidades como Juiz de Fora (MG) e Fortaleza (CE).

 

* Foto aérea do campus Santa Cruz, em outubro de 2016

 

instalacoesInstalações 

As plataformas foram projetadas para serem flexíveis e adaptáveis, o que permitirá ampliar as linhas de produtos existentes e incluir novos. No campus, haverá cerca de 40 edificações, incluindo áreas administrativas, produção, qualidade, apoio, restaurante, auditório, salas de reunião e treinamento e outras estruturas, incluindo para o lazer e conforto dos funcionários. As atividades serão separadas em diferentes prédios para facilitar “start up” e garantir fluxos corretos de pessoal e material, reduzindo, portanto o risco de contaminação cruzada. Os materiais serão recebidos e amostrados em almoxarifado controlado de acordo com as Boas Práticas de Fabricação, analisados pelo Controle de Qualidade e, então, estocados, paletizados, fracionados (se necessário) e transferidos para as áreas de produção. Na figura ao lado, projeção gráfica em 3D das futuras instalações. 


Conheça alguns números do NCPFI:

- Consumo anual de energia: 140.000 MWh

- Terraplenagem – volume total de terra nas duas fases 2.000.000 m³

- Cerca de 1.600 novos empregos diretos

- Capacidade de produzir entre 100 e 120 milhões de frascos por ano

 

 

projeto-verdeUma das premissas do projeto NCPFI, prevista desde a concepção do projeto conceitual, é ser um empreendimento sustentável. Para isso, uma série de iniciativas foram pensadas para reduzir ao mínimo os impactos ao meio ambiente. Com o objetivo de monitorar e orientar as diversas fases de implantação de forma a certificar que todas as medidas de sustentabilidade sejam corretamente aplicadas e documentadas ,uma empresa de consultoria especializada e qualificada com esta finalidade foi contratada.

Como exemplo de iniciativas para busca desta sustentabilidade fazem parte do projeto uma iluminação externa com a utilização de lâmpadas tipo LED, que demandam menos energia com baixa emissão de calor e alimentadas eletricamente por fonte de energia gerada a partir de  painéis solares, reservatórios para acumulação de água da chuva captada dos telhados  para utilização de em usos específicos, além de um cinturão verde no entorno do terreno utilizando vegetação  tropical, incentivando a biodiversidade local. O objetivo é obter a certificação LEED (internacional Leadership in Energy and Environmental Design), concebida pela USGBC (organização United States Green Building Council) para construções consideradas sustentáveis. Após análise e diagnóstico feito pela consultoria Leed – Sustentech, a meta é buscar a certificação Leed “Silver”.

Para autorizar a supressão da vegetação do terreno (foram suprimidas cerca de 7 mil árvores), foi determinado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC) uma Medida Compensatória com o plantio de 30 mil árvores. Toda essa medida compensatória está sendo realizada por Bio-Manguinhos com o plantio de espécies nativas da Mata Atlântica. Desse total, cerca de 15 mil mudas já foram plantadas.

Mesmo antes da finalização do projeto, diversas ações "verdes" vêm sendo adotadas durante as obras, tais como: aquisição de 10% de materiais incorporados em definitivo com conteúdo reciclado e 20% de materiais extraídos e fabricados em um raio de 800 km do projeto; busca por fornecedores de madeira no mercado com licença FSC (Forest Stewardship Council); declarações ambientais dos produtos adquiridos; treinamento ambiental dos colaboradores, dentre outras.

 

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